quinta-feira, 12 de junho de 2014

Rishikesh "A India Zen"

Índia: 2º Maior População Mundial e 7º lugar em extensão territorial e você ainda acha que tudo é igual, onde você for? 
O Brasil no Norte é extremamente igual ao Brasil no Sul, quanto a costumes, comidas típicas, danças, crenças e até mesmo expressões linguísticas? " Não" e a Índia também não.

Nossa próxima parada: Rishikesh! Aquela parte da Índia que você houve muito falar e imagina encontrar por tudo, com templos para meditação, medicina alternativa, 'hippies' por todos os lados e acreditem pessoal:  Álcool é proibido lá, não há possibilidade de comprar nem beber lá.
Rishikesh virou área turística. As vacas continuam nas ruas,  autos - tuk tuk, rickshaw - por todos os lados, buzinadas, indianos, turistas e assim por diantes, a Índia normal. A diferença está no foco dos turistas mais 'hippies' que ali vão e trazem uma energia mais 'zen' para o ambiente. 


O rio Ganga (Ganges) atravessa o lugar e - surpreendam-se - é limpo, águas cristalinas e nada daquela história de corpos mortos, sujeira, gente tomando banho, não ali! (Isso é em Varanasi). E assim o turismo se desenvolve: rafting, camping em uma praia artificial (onde dá até para jogar vôlei de praia), hiking, escalada e até tirolesa. Um passeio inesquecível e imperdível.




Fomos de trem, um pouco mais confortável que o ônibus - ver o post 'No balanço do busão' - de classe sleeper também, totalizando 9 horas de viagem. Paramos em Daramshala, uma cidade antes, para ver a celebração no Ganga, realizada todas as noites, com flores e velas colocadas no rio. Linda!
No dia seguinte, 30 km e 3h de ônibus e chegamos a Rishikesh: rafting, meditação, caminhadas e aquela tranquilidade que é necessária após 5 meses - muito intensos - de Índia.











domingo, 8 de junho de 2014

Sorrir, Chorar, Partir ou Ficar?

            Eu conheci muitos países, muitos pontos turísticos que você sonha em conhecer também e vai conhecer com certeza, se isso for um sonho. Eu tirei muitas fotos clássicas, caminhei por lugares históricos, passei pelo BRICS, 4 continentes e 14 países. Ainda não acabei, quero mais: 30 países até os 30! (Não é tão utópico, não acham? - 9 anos e 16 países )
            Mas o que realmente me faz amar viajar são pessoas, aquelas que encontramos no nosso caminho e que por um minuto, um sorriso, um auxílio, talvez alguns dias, meses mudam nossa vida pra sempre. São anjos que passam, tornam nossos momentos inesquecíveis, nos salvam, ou apenas nos inspiram. 
           Eu sou abençoada, eu sempre tive anjos em minha vida e quando eu viajo,  as dificuldades aumentam mas os anjos se multiplicam. Eu não teria viajado tanto, eu não teria sorrido tanto e eu não estaria onde estou hoje se não fosse por eles.
            Esses anjos não falam a mesma língua, vêem o mundo de forma diferente que nós, nunca nos viram antes e a comunicação flui, os olhares se cruzam e os sorrisos são compatíveis. Acredito que isso se chama comunicar-se com o coração, amor puro, aquela história de fazer o bem sem olhar a quem e como isso faz bem - não para os outros, mas para nós mesmos! Quando mais se ajuda, mais se é ajudado e quanto mais se eu sou auxiliada, mais me motivo a ajudar e esse ciclo de amor, caridade e energias positivas nunca acaba...Como não amar viajar então?
        Alguns anjos, infelizmente, jamais encontrarei novamente e isso dói. Alguns, o destino ajuda a reencontrar e mesmo que a gente tenha mudado, o abraço é tão mais intenso pela felicidade do reencontro que as diferenças são imperceptíveis. 
           Cada despedida é um pedaço do coração que vai e sempre surge a dúvida: "É hora de sorrir pela felicidade de um encontro ou chorar pela tristeza da despedida, da incerteza do reencontro? Será que é hora de partir também ou ficar? "
            O coração terá que ser preenchido novamente, às vezes isso leva tempo, e aprender a recontrui-lo é difícil, mas não impossível, afinal quais as surpresas que nos esperam na próxima parada, no próximo amanhecer, na próxima surpresa?

"Cada um que vai leva um pouco de nós e deixa um pouco de si"


França, Suíca, Itália, Holanda, Bélgica, Inglaterra e África do Sul


Rússia, França, Índia e China



terça-feira, 3 de junho de 2014

Comemorando 21 anos na Índia


Cansado de aniversários entediantes, tradicionais ou apenas...sem graça?
Vá para a Índia! Chegue também na época mais quente do ano, tenha vários colegas de pós-graduação indianos, nenhum estrangeiro e aceite o que eles tem a lhe oferecer.

Meia noite em ponto (do dia 23 para o dia 24 de Julho - meu aniversário) dois indianos da AIESEC India em frente ao meu hostel com um bolo e, como manda a tradição, não deveriamos comê-lo apenas, mas colocá-lo no rosto do aniversariante.




No dia seguinte, mais um amigo - da AIESEC India também - trouxe mais um bolo (com direito a jogá-lo na minha cara novamente) durante o horário de aulas, uma surpresa agradável!




E meus colegas de pós-graduação não podiam deixar por menos. Fim de aula, fomos até a beira do rio que corta a cidade - sujo, fedido e polúido - dançar músicas indianas, beber tchai e rir!





Eu não sabia se ria, chorava, me divertia, fugia, mas como tudo em nossa vida, são momentos únicos, nenhum se repete e esse com certeza teria muito menos probabilidade de ser vivenciado novamente. 
Viajar nos emociona, surpreende, faz a gente nascer de novo a cada chegada e morrer um pouquinho a cada despedida. Então cabe a gente, só a gente, decidir como viver cada uma dessas 'vidas' que estamos tendo a oportunidade de conhecer.

domingo, 1 de junho de 2014

Sobe sorriso, descem lágrimas

Não há como evitar o sorriso quando observamos uma pessoa descendo do ônibus, é a melhor parte. A chegada de alguém me enche de emoção. E não foi à toa que eu dei um abraço na minha amiga argentina, prolongado por cinco confortáveis minutos e depois por horas de conversas.
Passei pela experiência de entrevistar candidatos aos projetos da AIESEC em Passo Fundo e entre todas as entrevistas, a da Malena foi, de longe, a melhor. E não foi pela fluência dela no português, foram a fluência da conversa, dos risos e cultura trocados. Depois de eu convencer ela vir a Passo Fundo, se seguiram trocas de mensagens e de músicas via celular, até a chegada dela. E depois se seguiram festas, aulas de francês, conversa sobre cada detalhe da vida, eu guardando segredos e ela tentando arrancá-los. Enfim, ganhei uma amiga (pra não cair no clichê e chamá-la de hermana).
Passaram-se algumas semanas e chegou a hora da partida. Não tinha caído a ficha que um dia ela teria que ir. Isso significava que aquele sotaque iria com ela, a risada sem fim, as caretas de uma débil mental, a confiança de uma irmã, os conselhos. Mas não posso reclamar da vida, apesar de ela me tirar (por um tempo) a presença da Male. A vida me deu uma amiga pra sempre, que ainda espero encontrar por aí.
O ônibus, com destino ao Rio, tinha chegado e eu desatei a chorar. - afinal, a partida de alguém me enche de emoção - Ela começou logo depois e, tirando sarro das nossas caras lavadas do choro, me abraçou. Esse último foi mais sofrido do que o primeiro, mas não deixou de ser confortável.

E depois de subirem sorrisos e descerem lágrimas, eu sorrio de novo. Pois ficaram as músicas, as memórias e a amizade. Você que viaja, conhece lugares e pessoas incríveis, tem que estar preparado. Eu já estou me preparando para sorrir novamente, porque é assim que funciona: sobe sorriso, descem lágrimas, sobe sorriso, descem lágrimas.

 Germano Ferreira

terça-feira, 27 de maio de 2014

Eu vou viajar, vamos juntos?

Havia tempo que eu procurava formas de compartilhar esse sonho que está prestes a se realizar. Antes de tudo, eu gostaria de lhe apresentar um senhor muito importante para todos que o conhecem, é o Sr. Intercâmbio. Eu o conheci quando pequeno ainda, meu irmão mais velho conheceu cada canto dos Estados Unidos e realizou seu sonho através dele. Mais tarde tive a oportunidade de trabalhar com ele, o Sr. Intercâmbio, e descobri o tamanho da sua importância.
Foi na AIESEC que tive maior contato com ele, junto com esse senhor apresentei oportunidades a estudantes estrangeiros (a gringaiada) para conhecerem o Brasil, conhecerem pessoas e costumes diferentes, viverem experiências incomparáveis e realizarem seus sonhos. Acontece que não foi só aí que eu vi o Sr. Intercâmbio atuando, vi também atingir mais pessoas, que nem imaginariam estarem presenciando essas experiências.
Para te dar uma noção, vou usar o meu exemplo: a primeira estrangeira que veio para o Brasil, por meio das minhas próprias mãos, despertou em mim uma curiosidade sobre o Chile que não consigo explicar, você precisaria olhar nos meus olhos para entender. Ela não só mostrou a cultura chilena, e me ajudou a desenvolver o espanhol, me mostrou o verdadeiro sentimento de aproveitar o presente. Isso, sendo apenas ela mesma: humilde, sorridente e com todas aquelas bochechas que ainda quero apertar. Essa pessoa foi tão importante que me deu vontade de trazer mais pessoas, para mudarem mais pessoas.
Ou seja, o Sr. Intercâmbio não vai mostrar-te apenas culturas diferentes e lugares bonitos, ele vai te ensinar, te mudar e te amadurecer. Vai te dar outros sonhos, sonhos maiores e melhores. Vai ampliar a sua cabeça e a sua visão.
Essa mesma AIESEC que deu a oportunidade de realizar o sonho da minha amiga chilena e da própria dona desse blog (que também é minha amiga), vai estar me levando à África para realizar o meu também. Estou fazendo acontecer. Lutei contra todas as desculpas (dinheiro, família, carreira). E agora vou para conhecer, aprender e ensinar. Não quero ser só mais um maluco que pega as malas e vai para o desconhecido. Vou com o meu sorriso e as minhas bochechas para mudar a vida de alguém. Eu estou indo viajar, tu vem comigo?

Germano Ferreira






Conheça mais sobre a AIESEC:

https://www.facebook.com/AiesecPassoFundo?



fref=ts

domingo, 25 de maio de 2014

Jodhpur "The Blue City" e Mount Abu

Nossa terceira parada: Mount Abu.

Nada como 7h de ônibus - sendo 5 de subida em uma estrada estreita, cheia de curvas,  com penhascos e com um ônibus em estilo BEM indiano (quis dizer, caindo aos pedaços). Ah! Tinha o calor de uns 38ºC, mais um povo que não cheirava bem e umas camas nada confortáveis. Mesmo assim, passagem barata, uma estrada em meio a natureza e uma paisagem única, refrescante e que vale a pena todo esforço.
A cidade é ao topo de um monte, poucos habitantes, poucos turistas, com alguns templos lindos e uma paz, tranquilidade inexplicável. Diria, um paraíso ainda intocado por mãos humanas que ousem destruí-lo.



Paz Bovina *-*

!
São uns gatos esses indianos ne?! -_-








Depois disso, tínhamos pouco tempo e costumávamos viajar durante a noite para aproveitar o dia em algumas cidades e também não gastar em acomodação (mesmo essa sendo super barata), já que o principal problema em viagens pela Índia é o tempo de deslocamento. Decidimos ir para Jodhpur (a cidade Azul), que segundo a internet e fontes - nada confiáveis - estaria há 5h de distância. Programamos, e decidimos pegar ônibus comum e partir pela manhã, já que ao meio-dia estaríamos lá!
SO QUE NÃO!

10 horas de viagem + calor de 39ºC + ônibus convencional lotado (que no Brasil já é horrível, imaginem na Índia) = muito cansaõ, raiva e sim, dor no corpo todo.

Encontramos um hostel barato, confortável e bem localizado - dentro da "Cidade Azul", isso compensou! Visitamos um forte maravilhoso e uma cultura única, com um povo muito acolhedor.







Qualquer dúvida ou curiosidade pessoal, sintam-se à vontade em perguntar, enviar e-mail, comentar...!

É no balanço do busão...

Lindos os lugares, não é?!

A Índia é formada por lugares maravilhosos e que valem a pena ser conhecidos, o problema é chegar nesses lugares!
Aviões existem (Delhi, Mumbai e algumas cidades 'maiores), mas não caros e não há aeroportos em TODAS as cidades. Trens  e ônibus é o que nos resta. Ambos são baratos, porém apenas os trens possuem uma classe diferenciada onde só há  mulheres, o que os torna mais seguros. Porém, bilhetes precisam ser reservados com muita antecedência e por pessoas locais e como eu costumo viajar de última hora, nossa opção foi o ÔNIBUS INDIANO.

Bom, sozinha não iria. Estávamos em 3 professores (1 homem e 2 mulheres) e uma amiga erechinense - Cátia. Optamos por viagens noturnas, assim não perderíamos tempo e aproveitaríamos mais os lugares. 

Noção de distância indiana:
Ludhiana a Delhi:  327 km, ou seja, 8 horas
Udaipur a Jodhpur  270 km, ou seja, 12 horas
Jaipur a Udaipur   420 km, ou seja, 10 horas

Nos ônibus temos duas opções: Seater and Sleeper. Compramos a classe sleeper por indicação de um aluno indiano. Ao entrar no ônibus pensamos que essas classes fossem as respectivas ' convencional ' e 'leito' brasileiras. Só QUE NÃO! Como na India nada é o que parece - novamente.

Sleeper são camas, colocadas em cima dos bancos (seaters) com lençol e uma cortina para fechar e poder dormir. Delícia não?
NÃO! O ônibus balançava, freava, buzinava, e a cada movimento, um salto com direito a batida de cabeça no teto! A cada movimento um enjôo diferente. O lençol super sujo, homens caminhando pelo ônibus, passando pelas cortinas, música, pessoas entrando e saindo o tempo todo e claro - um calor terrível. (Amenizado pela janela que não fechava e permitia que nossas bagagens caissem a qualquer momento).