quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dúvido não se encantar...por Hong Kong!

Primeiro mundo: Cidade limpa, legislação que funciona, população educada, todos falam inglês, a economia bombando e você encontra toda tecnologia que pode imaginar a preços baixíssimos e confiáveis. 
E a melhor parte é que este lugar não é futuristíco, ele existe!Surpreendentemente ele não se localiza na Europa e sim na Ásia  e está a alguns quilômetros de distância da minha casa: Welcome to Hong Kong, um lugar onde é China, mas não é. Onde todos parecem chineses mas se sentirão desrespeitados se forem comparados a eles. Onde eu adoro ir e você também irá adorar.
Tecnologia é barata, mas se decidir viver lá prepare seu bolso e não seja uma pessoa com necessidade de espaço - tanto pessoal quanto material. 
Prédios, luzes, tecnologia, pessoas e mais pessoas e um pouco mais de pessoas...assim é Hong Kong. Para quem gosta de movimento, opções de lazer e não se importa em viver em apartamentos minúsculos a preços assustadores, amará viver em Hong Kong. Caso você seja espaçoso ou grande, como eu, sugiro uma visita lá, mas não viver para sempre.
Apesar de tudo isso, Hong Kong tem muitos parques, alguns templos, pontos turísticos, até mesmo um parque da Disney.

Venha e encante-se como eu me encanto toda vez que vou para Hong Kong!










sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Hong Kong e Macau

Hong Kong e Macau são parte da China mas não são....Como?

Hong Kong e Macau são duas ilhas consideradas regiões administrativas especiais, ou seja, geograficamente e politicamente fazem parte da China, mas possuem legislação interna própria, moeda local (Hong Kong Dollar e Pataca, respectivamente) e exigem apresentação de passaporte com limite de estadia sem visto até mesmo para chineses.
Nós, brasileiros, podemos visitar ambos e permanecer até 90 dias sem visto, apenas com apresentação do passaporte.
Eu tenho sorte de viver há 1h30 de viagem  de Hong Kong e 2h de Macau, já que vivo ao Sul da China - em ônibus.
Pode-se ir a Hong Kong e Macau de ônibus, carro, trem e avião (o que não é necessário pela proximidade). Para Macau às vezes é necessário pegar um ferry boat também (a nossa popular balsa).

Hong Kong foi colônia inglesa por muito tempo e Macau portuguesa. Por isso, mesmo estando na China, nos sentimos em outro país ao chegar nesses lugares, tanto pelo desenvolvimento surpreeendente dos lugares, como pela arquitetura e estilo de vida das pessoas.
Ao contrário da China, em Hong Kong todos os moradores falam Inglês e há muitos estrangeiros, principalmente a negócios. Em Macau ainda encontramos escritos em Português e arquitetura jesuítica, porém são poucos que falam a Língua Portuguesa.

Farei dois posts, com fotos e mais detalhes de cada lugar em específico!

A China é um mundo dentro do mundo....bora conhecê-la comigo!!

sábado, 20 de setembro de 2014

Boracay - I'ts more fun in the Phillippines!

Sabe aquele paraíso com águas transparentes, gente alegre e uma energia sensacional? Eu conheci!
Filipinas, um país cheio de ilhas paradisíacas, cidades caóticas e lugares badalados. Um povo simpático, prestativo e um custo de vida muito baixo. Tá ótimo, não acham?

Bom, 1 semana de férias. 6h de voo (2h até Manila – capital – espera no aeroporto e então Kalibo), mais 2h de van e 30 min de barco, simples assim! Bem-vindo a Boracay!
Novamente parti sozinha e ao chegar em Manila, aguardando meu voo para Boracay, já encontrei Mayke Moraes - um brasileiro sensacional, mochileiro, criador de uma página de viagens que já conhece 42 países e sonha em conhecer 100 – rumo a Boracay também!
Boracay é a parte mais turística e menos barata das Filipinas. Também é conhecida como a “Ibiza” da Ásia pelas festas enormes e super divertidas, mas isso em alta temporada – Outubro a Dezembro. Enquanto eu estive lá, foram poucas festas e uma praia com poucos turistas, em sua maioria, coreanos. Isso foi ótimo, pois os preços eram menores e a possibilidade de realizar passeios e atividades nas ilhas fica muito mais fácil.



A viagem foi resumida em 7 dias de aventuras, com direito a tufão, que é comum nessa época do ano (mas eu não sabia), tererê no cabelo, snorkeling com um mar sensacional, salto de trampolim de 15 metros, muitos amigos novos e muita diversão e romance!

Como diz o slogan: “It’s more fun in the Phillippines” e com certeza para lá eu voltarei!




terça-feira, 5 de agosto de 2014

Agora é a vez das passagens baratas!

Já temos estadia grátis, agora vamos comprar passagens aéreas baratas. Dicas quentinhas!

Não importa se você morre de medo de viajar de avião como eu (mesmo viajando muito, o meu medo nunca passou), você vai ter que superar esse medo, se dopar de remédio ou chorar a viagem toda, mas vai ter que encarar um avião! Se tiver que passar medo, que seja barato, nao acham?

Sabe aquelas dicas gerais, mas que fazem toda a diferença?!  Aí vão elas:

  • Viaje em baixa temporada - passagens caem até metade do preço em baixa temporada e a chance de encontrar horários melhores e voos com menos escalas aumentam.
  • Tenha datas flexíveis – caso você não tenha a opção de viajar em baixa temporada (e mesmo tendo), busque preços de passagens em várias datas, às vezes uma passagem apresenta valores muito diferentes com apenas um dia de antecedência. Pesquise e adapta-se a isso. FLEXIBILIDADE sempre!
  •  Pesquise muito – busque em sites de busca, sites das próprias companhias aéreas, agências de viagens (faça cotação em todas em sua cidade) e até agentes autônomos. Afinal, quem procura, acha!
  • Busque com antecedência – quanto antes você comprar, mais barato vai pagar. Porém, não se desespere, se você seguir a dica anterior, vai encontrar promoções e passagens de última hora baratas também. No meu caso, sempre compro de última hora por falta de planejamento e sempre consigo preços ótimos.
  •   Fique ligado em promoções – normalmente elas ocorrem em baixa temporada, mas isso não é uma regra. Acesse os sites de busca, cadastre-se em todos e fique ligado quando alguma chegar.
  •  Voe com companhias low-cost: Se estiver fazendo mochilada, viajando entre países próximos e quer gastar muito pouco, VOE com essas companhias, que são conhecidas já por apresentar preços baixíssimos. Elas conseguem isso por não incluírem refeições durante os voos e normalmente tem um limite menor de bagagem (que você pode acrescentar e pagar por peso extra caso necessite). Cuidado! Leia bem ao comprar as passagens, companhias low-cost asiáticas são ótimas e tudo está especificado com os valores. Porém, há companhias aéreas low-cost, como a Rayanair, por exemplo, que  cobram 60 euros caso seu bilhete aéreo não esteja impresso na hora do check in e 10 euros a cada kg excedido do limite imposto. Mesmo assim, super indico e isso com certeza vai reduzir muito o custo de sua viagem – esteja atento!


Alguns dos sites que utilizo para buscas de passagens aéreas:

  1. Sites que busca em outros sites: Esses sites buscam promoções em sites diversos e te redirecionam para os mesmos. Ótima opção por apresentar muitos resultados;
  2. Sites de busca normais: 
  3. Companhias aéreas low cost: 
  4. Meu agente de viagens que super indico na busca por passagens baratas

Preste atenção em sites como decolar.com e outros. Eles apresentam valores baixos, porém AS TAXAS NÃO ESTÃO INCLUSAS, ao finalizar a compra o valor inicial duplica e então você percebe que perdeu muito tempo para comprar uma passagem.

Viu como tá fácil e barato viajar?




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Estadia Grátis...partiu pro mundo!

Já tava barato ficar em hostel né?! E que tal ficar em um hostel sem pagar? 

É a idéia do site  Worldpackers . Simples, você se registra no site de forma fácil e segura e busca hostels pelo mundo para trabalhar.  Resumindo: Você trabalha como voluntário por um período curto de tempo e ganha estadia, além de praticar o idioma, estar em um ambiente muito descontraído e conhecer muita gente e talvez, até aprender habilidades novas.
Ainda não tentei essa modalidade, mas já me registrei e estou planejando isso para o próximo mochilão. Indicado principalmente para países onde os preços do hostels e o custo de vida são mais altos!

E a melhor parte sempre no final...

Que tal ficar grátis e sem precisar trabalhar? E quem sabe descolar refeições e passeios sem custo?!

Bora fazer um Couchsurfing , ou seja, curtir um sofá grátis pelo mundo!
Funciona assim: entre no site e cadastre-se - tem a opção de site pago e o grátis. A idéia do criador do site era oferecer sofás GRÁTIS ao redor do mundo para viajantes e aproveitar para conhecer culturas novas, através de um site sem custo nenhum, ou seja, pode utilizar a versão que não inclui custos tranquilo (uso essa também).
Segunda etapa é criar um perfil com alguns dados de personalidade e uma foto (de preferência) e colocar se você está buscando lugar para ficar ou quer oferecer a sua casa para alguém que vier, ou ambos.
A partir daí, você pode selecionar cidade, datas e entrar em contato com as pessoas disponíveis. Você pode enviar várias solicitações e as pessoas responderão se aceitam a sua presença ou não (já tive várias recusadas, acho que minha foto não tá muito legal hahaha) e também informam se disponibilizarão um sofá, uma cama ou até um quarto para sua estadia.
Além disso, formam-se grupos de couchsurfers pelas cidades e ocorrem encontros frequentes. Aqui em Dongguan - China, formamos um grupo e nos encontramos, nos ajudamos e compartilhamos experiências todos os finais de semana (rola baladinha também - claro).

Meio louco e não parece não seguro pra você? Fica atento nas dicas:

  • O perfil da pessoa está público. Lá estão os dados de quantas vezes ela já hospedou alguém, quais idiomas ela fala, onde mora, e principalmente: comentários de pessoas que já foram hospedadas/hospedaram essa pessoa;
  • Ao solicitar estadia, você envia um e-mail para a pessoa e a partir daí inicia um contato. Pergunte telefone de contato, endereço e faça todas as perguntas que julgar necessário para sentir-se seguro. 
  • Confie! A maioria das pessoas são viajantes também e entendem pelo que você está passando.
  • Entenda que cidades mais turisticas tem tendência a ter mais procura, então não se desespere caso haja demora para responder.
Minha experiência: Busquei couchsurfing em Pequim, tive várias pessoas que me aceitaram, porém me senti mais segura em casa de uma mulher que de homem e principalmente pelos comentários.
SENSACIONAL!!! Ela me buscou no aeroporto, me hospedou por 3 dias, numa cama na sala. Fiz duas refeições diárias em sua casa, me levou até as muralhas no final de semana, nos divertimos muito e principalmente: aprendi muito!

Então não esqueça: tudo depende do país e duração que você ficará. 
Eu fiz couchsurfing em Pequim (otimo ter um chinês com você na China - em Pequim principalmente)
Em minha ida pra Boracay ficarei em hostel pago - são baratos (U$9 a diária) e a melhor opção para 7 dias de praia.
Em minha futura ida ao Japão vai rolar couchsurfing ou o trabalho no hostel - o país possui altíssimo custo de vida e eu baixíssimo salário.

Vamos viajar gente....e sem gastar!

Próximo post...passagens baratas, como conseguir?

Couchsurfing em Pequim



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estadia Barata ao Redor do Mundo!

Conforme prometido, os próximos posts serão cheio de dicas quentinhas para quem quer viajar e gastar pouco, ou até melhor do que isso, gastar nada! Vamos dividir em 3 partes: Transporte, acomodação e atrações gratuitas - talvez até uma quarta parte com dicas extras.

E quem disse que dormir com conforto é caro? Concordo que viajar no Brasil, até mesmo ir para a praia no final do ano quebra o nosso bolso, principalmente com estadia. Mas eu garanto, tá mais barato ficar em Paris que em Itapema! Lá vão as dicas:

1) Fique em hostels: Hostels são mais baratos que hotéis, são totalmente planejados para receber turistas - principalmente mochileiros, jovens e aqueles que viajam sozinhos - e normalmente possuem descontos em atrações turisticas, pacotes de passeios, mapas e todas informações necessárias sobre seu destino. Além disso, dispõe de áreas em comum, para que você conheça mais pessoas, wi-fi e café da manhã grátis.
Não gosta de dividir quarto nem banheiro? Pega um quarto individual.
Mas dica quentinha: Divida o quarto! Conheça pessoas, faça amizades, aprenda uma língua nova!
Tem um lance de fazer a carteirinha de alberguista e conseguir desconto em muitos hostels (albergues) pelo mundo. Como paga-se anuidade, aconselho apenas a quem vai viajar por vários países em um ano.
Alguns sites para reservar hostels, que normalmente utilizo - pode confiar:


  • Fiquem de olho nas avaliações e comentários;
  •  Em cidades que não dispõem de sistema de metrô, busque por hostels com localização melhor, mesmo que isso signifique pagar um pouco mais, afinal compensa por não gastar em táxi;
  •  Dependendo a cidade e a duração de sua estadia, busque por quartos só para mulheres (Female only), caso se sentir mais insegura. 
  • Se resolver ficar mais que uma semana, reserve dois hostels diferentes  - se a cidade for grande - e dessa forma, conheça áreas diferentes e pessoas diferentes também.
  • Cuidado com seus pertences, mas não morra de preocupação. Coloque um cadeado na mala, alguns hostels fornecem safe-lockers (tipo cofres) para você guardar seus pertences de maior valor.
  •  Aproveite! Não se tranque no quarto, acorde cedo, conheça as áreas comuns, conheça pessoas, apaixone-se, ria e acima de tudo, aprenda muito!!!

Divirta-se  e conheça os hostels abaixo:



2) Caso for viajar a estudo ou permanecer um longo período você poderá optar por Residência familiar, residência estudantil ou aluguel do próprio apartamento. Todos tem suas vantagens e desvantagens, porém ainda aconselho a primeira ou segunda opção, afinal, se é pra ficar sozinho em casa, sem contato com o mundo, apenas para descanso, nem viaje! Segue abaixo vantagens e desvantagens:



  • Residência familiar: Você estará inserido 100% em uma nova cultura, se obrigará a praticar o idioma, terá comida e roupa lavadas, ou pelo menos, facilidades para isso. Conhecerá como uma família vive realmente, com rotinas e hábitos e terá toda segurança e experiência que uma família te traz. As únicas desvantagens são a menor liberdade, comparado à residência estudantil. Provavelmente você terá horários para chegar em casa e para as refeições. Note: algumas famílias são mais flexíveis e permitem que você faça suas refeições por conta própria. Além disso, algumas agências lhe dão a opção de estadia com ou sem alimentação nesse caso;
  • Residência estudantil: Quase um hostel, mas não com mochileiros e sim com estudantes, pessoas com o mesmo foco que você. Conhecerá pessoas de todos os lugares do mundo, praticará o idioma, terá liberdade de ir e vir, facilidades para comer  e lavar roupas (porém tudo dependerá de seu esforço - cuidado preguiçosos!). A desvantagem está em você provavelmente dar aquela escapa e acabar praticando mais Português que a língua que você está estudando.

Próximo post: Couchsurfing e hostel grátis!!!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

É um barato Viajar e sai barato!

Já me deparei muito com os seguintes comentários:
" Tá indo viajar de novo? Que chique!"
" Não pára de viajar, isso que dá ganhar bem!"
" Quando eu tiver bastante dinheiro também vou viajar!"

Gente! Vocês já viram professor no Brasil ser rico? Vou explicar como não dispor de muito dinheiro, viajar, conhecer o mundo e ainda ter dinheiro pra viajar mais.

Primeiro: Não foque em coisas materiais. Eu não tenho carro, casa própria e muito menos um guarda-roupa cheio de roupas de marca, calçados ou qualquer coisa que aumentaria minha 'auto-estima' social e quebraria meu bolso. Além disso, não sinto necessidade  de um Iphone 5S nem de um laptop Apple, afinal os produtos de custo mais baixo fazem o que preciso também.
Sabe aquela história  de Foco, Força e Fé de quem costuma malhar e postar no facebook?! Pois é, para viajar funciona também!
Tudo depende do que você deseja: Viajar para turismo, estudar ou trabalhar e depende também da duração da viagem, mas as dicas a seguir valem para os três casos e independem da duração da sua viagem:

- Pense em custo-benefício e não status. Um exemplo: Uma passagem para Londres com certeza é muito mais barata que uma passagem para a Tailândia, mas uma semana de gastos na Europa é muito maior que um mês de gastos na Tailândia.

- Quer viajar ou descansar? Se a sua opção for a segunda, vai pra praia, relaxa e volta, gasta pouquinho. Quer viajar, conhecer, aprender, se encantar? Então vá sem pensar em luxo. Reserve estadias em hostels (Pra quem não gosta de quarto compartilhado - que eu indico - tem os quartos individuais); faça um couchsurfing; busque emprego num hostel e fique de graça. Opções não faltam;

- Use transporte público! Táxi o tempo todo é caro em qualquer parte do mundo. Use ônibus, metrô, trem, o que estiver disponível. Se perca, conheça lugares que não esperava conhecer, aprenda a lingua e faça contatos. O máximo que pode acontecer é você se perder, pegar um táxi e voltar à sua acomodação. (Sempre tenha um cartão com o endereço)

- Não compre! Ou viajo ou compro, sempre tive que optar por isso e nunca me arrependi de escolher sempre a primeira opção. Qualquer coisas que você compra, ficará entulhada, parada e ninguém vai entender o significado daquilo como você. Quer guardar lembranças? Elas ficam na memória, nas fotos, muito mais que em objetos acumulados.

- Viaje de transportes coletivos, como ônibus, trens e até ferry. Lembre-se que no Brasil temos meios de  transporte limitados e caros, mas na maioria dos outros países as opções são muito mais amplas. Busque por companhias áerea de low-cost, trens noturnos e até ônibus convencionais - indianos também vale, por que não?

No próximo post continuarei com as dicas, com sites para buscarem passagens baratas, valores e até opções de estadia seguras e confiáveis.

Sem mais desculpas para não viajar pessoal!




quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paquistão? Quase!

Índia, Afeganistão, Paquistão, Uzbesquistão, tudo parece a mesma coisa pra quem mora no Ocidente, não é? Pois é! Pra mim também parecia, mas ainda bem que as viagens me fazem, acima de tudo, aprender!

Vivia em Punjab- Norte da Índia. De onde vivia em 2 horas de viagem chegava à fronteira com o Paquistão e, claro, como um bom ponto turístico, não podia deixar de ir! Todos os dias, às 17h havia uma cerimômia de 'fechamento de portões', ou seja, tanto o portão do lado indiano, quanto o portão do lado paquistânes eram fechados - claro que tudo isso com direito a uma cerimônia divertida, indianos correndo, guardas engraçados, barulho e muito calor!


















Lado Paquistânes

A parte mais interessante é ver os dois lados dos portões, saber que era apenas um país há muitos anos e que agora estão divididos assim. E principalmente, a clara divisão de culturas, seja pelas vestes, modo de agir ou caracteristicas físicas. Do lado paquistanes, por se tratar de territorio muçulmano, mulheres de burca, menos população e digamos, mais organização. Já do lado indiano, um vuco-vuco, um barulho e aqueles traços físicos bem característicos.






Lado Indiano

Segundo a Wikipédia: fronteira entre Índia e Paquistão é a linha que limita os territórios da Índia e do Paquistão, estabelecida aquando da independência dos dois estados a partir do Raj Britânico, em 1947. As relações entre os dois estados são muito tensas e a passagem na fronteira de pessoas e bens é estritamente limitada."

Gato!
Lindo!




segunda-feira, 16 de junho de 2014

No Excuses - Sem desculpas

É com autoridade, a partir de agora, que eu afirmo: “Não há desculpas para não fazer um intercâmbio!”. A questão não deve ser: “e se for uma experiência ruim?”; ou: “e se eu não conseguir tempo para fazer o meu intercâmbio?” CONVERSA FIADA! A pergunta certa é: “Qual é o meu sonho?”. Se você não vencer o seu medo e for persistente, você não vai chegar lá. E digo isso também para quem quer um emprego melhor, uma casa ou se formar, ao invés de realizar um intercâmbio.
E aí as pessoas listam inúmeros problemas, como: falta de tempo para se preparar, tempo curto para uma experiência, falta idioma, falta dinheiro, a mãe não deixa, o pai não quer. Para com essa ladainha! Deixa eu te contar sobre as minhas barreiras:
- Quando eu falei para o meu pai sobre a minha viagem ele franziu as sobrancelhas e de supetão perguntou: “E o trabalho? E a aula? Como ficam?”. Foi um trabalho árduo fazê-lo aceitar. Dizer a um pai que você vai abandonar emprego e trancar a faculdade é ter muita coragem, ainda mais se for um pai como o meu. Enfim, sobre a faculdade foi fácil, afinal você pode retomá-la quando voltar. Já o emprego é preciso demonstrar a confiança de que você vai conseguir um melhor ainda. Argumentei sobre a experiência que eu iria adquirir culturalmente e profissionalmente, e o projeto me ajudou bastante, afinal eu terei a responsabilidade de conseguir investidores para uma ONG egípcia.
Mas são detalhes, você não precisa abandonar tudo para fazer o seu intercâmbio, há projetos de seis semanas e você pode argumentar com o seu chefe sobre o profissional que ele teria no final de tudo. Pode ainda trazer um trainee para dentro da sua empresa, no seu lugar, para não deixar lacuna e garantir o seu lugar quando retornar.
Para você que reclama do preço de passagens e do intercâmbio, admito que esse fora o meu maior medo. Mas depois que você pesquisa passagens mais baratas, que descobre que pode parcelar em muitas vezes e que o preço se torna mais acessível quando é feito desse jeito, fica aliviado. As pessoas pediram para eu considerar a hipótese de adiar o meu intercâmbio. Juro pra você, que se eu adia-se dessa vez eu não o faria mais, porque talvez eu arranjasse um emprego melhor ou começasse um estágio, e lá se vai o sonho.
Quanto ao idioma você pode praticar com colegas, familiares, trainees que já viajaram ou que estão na sua cidade. Existem cursos online gratuitos de praticamente todos os idiomas. Você pode ir para Portugal, África ou para a América Latina e de bônus desenvolve o espanhol. Ainda mais com os programas de intercâmbio da AIESEC que oferecem contatos com um mundo de trainees de diferentes nacionalidades.
Converse com os amigos, os voluntários da AIESEC, os seus pais, os seus colegas de trabalho. Trocar idéias, experiências, histórias, pode fazer com que você troque essa conversa de: “Ai, eu não vou conseguir, blábláblá”; por: “Hey! what’s up, my friend?”




Não importa de quem é a marca, e a quem isso vai beneficiar, só quero ouvir esse acervo novo da Legião. Parem de brigar por dinheiro e briguem por cultura.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Rishikesh "A India Zen"

Índia: 2º Maior População Mundial e 7º lugar em extensão territorial e você ainda acha que tudo é igual, onde você for? 
O Brasil no Norte é extremamente igual ao Brasil no Sul, quanto a costumes, comidas típicas, danças, crenças e até mesmo expressões linguísticas? " Não" e a Índia também não.

Nossa próxima parada: Rishikesh! Aquela parte da Índia que você houve muito falar e imagina encontrar por tudo, com templos para meditação, medicina alternativa, 'hippies' por todos os lados e acreditem pessoal:  Álcool é proibido lá, não há possibilidade de comprar nem beber lá.
Rishikesh virou área turística. As vacas continuam nas ruas,  autos - tuk tuk, rickshaw - por todos os lados, buzinadas, indianos, turistas e assim por diantes, a Índia normal. A diferença está no foco dos turistas mais 'hippies' que ali vão e trazem uma energia mais 'zen' para o ambiente. 


O rio Ganga (Ganges) atravessa o lugar e - surpreendam-se - é limpo, águas cristalinas e nada daquela história de corpos mortos, sujeira, gente tomando banho, não ali! (Isso é em Varanasi). E assim o turismo se desenvolve: rafting, camping em uma praia artificial (onde dá até para jogar vôlei de praia), hiking, escalada e até tirolesa. Um passeio inesquecível e imperdível.




Fomos de trem, um pouco mais confortável que o ônibus - ver o post 'No balanço do busão' - de classe sleeper também, totalizando 9 horas de viagem. Paramos em Daramshala, uma cidade antes, para ver a celebração no Ganga, realizada todas as noites, com flores e velas colocadas no rio. Linda!
No dia seguinte, 30 km e 3h de ônibus e chegamos a Rishikesh: rafting, meditação, caminhadas e aquela tranquilidade que é necessária após 5 meses - muito intensos - de Índia.











domingo, 8 de junho de 2014

Sorrir, Chorar, Partir ou Ficar?

            Eu conheci muitos países, muitos pontos turísticos que você sonha em conhecer também e vai conhecer com certeza, se isso for um sonho. Eu tirei muitas fotos clássicas, caminhei por lugares históricos, passei pelo BRICS, 4 continentes e 14 países. Ainda não acabei, quero mais: 30 países até os 30! (Não é tão utópico, não acham? - 9 anos e 16 países )
            Mas o que realmente me faz amar viajar são pessoas, aquelas que encontramos no nosso caminho e que por um minuto, um sorriso, um auxílio, talvez alguns dias, meses mudam nossa vida pra sempre. São anjos que passam, tornam nossos momentos inesquecíveis, nos salvam, ou apenas nos inspiram. 
           Eu sou abençoada, eu sempre tive anjos em minha vida e quando eu viajo,  as dificuldades aumentam mas os anjos se multiplicam. Eu não teria viajado tanto, eu não teria sorrido tanto e eu não estaria onde estou hoje se não fosse por eles.
            Esses anjos não falam a mesma língua, vêem o mundo de forma diferente que nós, nunca nos viram antes e a comunicação flui, os olhares se cruzam e os sorrisos são compatíveis. Acredito que isso se chama comunicar-se com o coração, amor puro, aquela história de fazer o bem sem olhar a quem e como isso faz bem - não para os outros, mas para nós mesmos! Quando mais se ajuda, mais se é ajudado e quanto mais se eu sou auxiliada, mais me motivo a ajudar e esse ciclo de amor, caridade e energias positivas nunca acaba...Como não amar viajar então?
        Alguns anjos, infelizmente, jamais encontrarei novamente e isso dói. Alguns, o destino ajuda a reencontrar e mesmo que a gente tenha mudado, o abraço é tão mais intenso pela felicidade do reencontro que as diferenças são imperceptíveis. 
           Cada despedida é um pedaço do coração que vai e sempre surge a dúvida: "É hora de sorrir pela felicidade de um encontro ou chorar pela tristeza da despedida, da incerteza do reencontro? Será que é hora de partir também ou ficar? "
            O coração terá que ser preenchido novamente, às vezes isso leva tempo, e aprender a recontrui-lo é difícil, mas não impossível, afinal quais as surpresas que nos esperam na próxima parada, no próximo amanhecer, na próxima surpresa?

"Cada um que vai leva um pouco de nós e deixa um pouco de si"


França, Suíca, Itália, Holanda, Bélgica, Inglaterra e África do Sul


Rússia, França, Índia e China



terça-feira, 3 de junho de 2014

Comemorando 21 anos na Índia


Cansado de aniversários entediantes, tradicionais ou apenas...sem graça?
Vá para a Índia! Chegue também na época mais quente do ano, tenha vários colegas de pós-graduação indianos, nenhum estrangeiro e aceite o que eles tem a lhe oferecer.

Meia noite em ponto (do dia 23 para o dia 24 de Julho - meu aniversário) dois indianos da AIESEC India em frente ao meu hostel com um bolo e, como manda a tradição, não deveriamos comê-lo apenas, mas colocá-lo no rosto do aniversariante.




No dia seguinte, mais um amigo - da AIESEC India também - trouxe mais um bolo (com direito a jogá-lo na minha cara novamente) durante o horário de aulas, uma surpresa agradável!




E meus colegas de pós-graduação não podiam deixar por menos. Fim de aula, fomos até a beira do rio que corta a cidade - sujo, fedido e polúido - dançar músicas indianas, beber tchai e rir!





Eu não sabia se ria, chorava, me divertia, fugia, mas como tudo em nossa vida, são momentos únicos, nenhum se repete e esse com certeza teria muito menos probabilidade de ser vivenciado novamente. 
Viajar nos emociona, surpreende, faz a gente nascer de novo a cada chegada e morrer um pouquinho a cada despedida. Então cabe a gente, só a gente, decidir como viver cada uma dessas 'vidas' que estamos tendo a oportunidade de conhecer.

domingo, 1 de junho de 2014

Sobe sorriso, descem lágrimas

Não há como evitar o sorriso quando observamos uma pessoa descendo do ônibus, é a melhor parte. A chegada de alguém me enche de emoção. E não foi à toa que eu dei um abraço na minha amiga argentina, prolongado por cinco confortáveis minutos e depois por horas de conversas.
Passei pela experiência de entrevistar candidatos aos projetos da AIESEC em Passo Fundo e entre todas as entrevistas, a da Malena foi, de longe, a melhor. E não foi pela fluência dela no português, foram a fluência da conversa, dos risos e cultura trocados. Depois de eu convencer ela vir a Passo Fundo, se seguiram trocas de mensagens e de músicas via celular, até a chegada dela. E depois se seguiram festas, aulas de francês, conversa sobre cada detalhe da vida, eu guardando segredos e ela tentando arrancá-los. Enfim, ganhei uma amiga (pra não cair no clichê e chamá-la de hermana).
Passaram-se algumas semanas e chegou a hora da partida. Não tinha caído a ficha que um dia ela teria que ir. Isso significava que aquele sotaque iria com ela, a risada sem fim, as caretas de uma débil mental, a confiança de uma irmã, os conselhos. Mas não posso reclamar da vida, apesar de ela me tirar (por um tempo) a presença da Male. A vida me deu uma amiga pra sempre, que ainda espero encontrar por aí.
O ônibus, com destino ao Rio, tinha chegado e eu desatei a chorar. - afinal, a partida de alguém me enche de emoção - Ela começou logo depois e, tirando sarro das nossas caras lavadas do choro, me abraçou. Esse último foi mais sofrido do que o primeiro, mas não deixou de ser confortável.

E depois de subirem sorrisos e descerem lágrimas, eu sorrio de novo. Pois ficaram as músicas, as memórias e a amizade. Você que viaja, conhece lugares e pessoas incríveis, tem que estar preparado. Eu já estou me preparando para sorrir novamente, porque é assim que funciona: sobe sorriso, descem lágrimas, sobe sorriso, descem lágrimas.

 Germano Ferreira

terça-feira, 27 de maio de 2014

Eu vou viajar, vamos juntos?

Havia tempo que eu procurava formas de compartilhar esse sonho que está prestes a se realizar. Antes de tudo, eu gostaria de lhe apresentar um senhor muito importante para todos que o conhecem, é o Sr. Intercâmbio. Eu o conheci quando pequeno ainda, meu irmão mais velho conheceu cada canto dos Estados Unidos e realizou seu sonho através dele. Mais tarde tive a oportunidade de trabalhar com ele, o Sr. Intercâmbio, e descobri o tamanho da sua importância.
Foi na AIESEC que tive maior contato com ele, junto com esse senhor apresentei oportunidades a estudantes estrangeiros (a gringaiada) para conhecerem o Brasil, conhecerem pessoas e costumes diferentes, viverem experiências incomparáveis e realizarem seus sonhos. Acontece que não foi só aí que eu vi o Sr. Intercâmbio atuando, vi também atingir mais pessoas, que nem imaginariam estarem presenciando essas experiências.
Para te dar uma noção, vou usar o meu exemplo: a primeira estrangeira que veio para o Brasil, por meio das minhas próprias mãos, despertou em mim uma curiosidade sobre o Chile que não consigo explicar, você precisaria olhar nos meus olhos para entender. Ela não só mostrou a cultura chilena, e me ajudou a desenvolver o espanhol, me mostrou o verdadeiro sentimento de aproveitar o presente. Isso, sendo apenas ela mesma: humilde, sorridente e com todas aquelas bochechas que ainda quero apertar. Essa pessoa foi tão importante que me deu vontade de trazer mais pessoas, para mudarem mais pessoas.
Ou seja, o Sr. Intercâmbio não vai mostrar-te apenas culturas diferentes e lugares bonitos, ele vai te ensinar, te mudar e te amadurecer. Vai te dar outros sonhos, sonhos maiores e melhores. Vai ampliar a sua cabeça e a sua visão.
Essa mesma AIESEC que deu a oportunidade de realizar o sonho da minha amiga chilena e da própria dona desse blog (que também é minha amiga), vai estar me levando à África para realizar o meu também. Estou fazendo acontecer. Lutei contra todas as desculpas (dinheiro, família, carreira). E agora vou para conhecer, aprender e ensinar. Não quero ser só mais um maluco que pega as malas e vai para o desconhecido. Vou com o meu sorriso e as minhas bochechas para mudar a vida de alguém. Eu estou indo viajar, tu vem comigo?

Germano Ferreira






Conheça mais sobre a AIESEC:

https://www.facebook.com/AiesecPassoFundo?



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domingo, 25 de maio de 2014

Jodhpur "The Blue City" e Mount Abu

Nossa terceira parada: Mount Abu.

Nada como 7h de ônibus - sendo 5 de subida em uma estrada estreita, cheia de curvas,  com penhascos e com um ônibus em estilo BEM indiano (quis dizer, caindo aos pedaços). Ah! Tinha o calor de uns 38ºC, mais um povo que não cheirava bem e umas camas nada confortáveis. Mesmo assim, passagem barata, uma estrada em meio a natureza e uma paisagem única, refrescante e que vale a pena todo esforço.
A cidade é ao topo de um monte, poucos habitantes, poucos turistas, com alguns templos lindos e uma paz, tranquilidade inexplicável. Diria, um paraíso ainda intocado por mãos humanas que ousem destruí-lo.



Paz Bovina *-*

!
São uns gatos esses indianos ne?! -_-








Depois disso, tínhamos pouco tempo e costumávamos viajar durante a noite para aproveitar o dia em algumas cidades e também não gastar em acomodação (mesmo essa sendo super barata), já que o principal problema em viagens pela Índia é o tempo de deslocamento. Decidimos ir para Jodhpur (a cidade Azul), que segundo a internet e fontes - nada confiáveis - estaria há 5h de distância. Programamos, e decidimos pegar ônibus comum e partir pela manhã, já que ao meio-dia estaríamos lá!
SO QUE NÃO!

10 horas de viagem + calor de 39ºC + ônibus convencional lotado (que no Brasil já é horrível, imaginem na Índia) = muito cansaõ, raiva e sim, dor no corpo todo.

Encontramos um hostel barato, confortável e bem localizado - dentro da "Cidade Azul", isso compensou! Visitamos um forte maravilhoso e uma cultura única, com um povo muito acolhedor.







Qualquer dúvida ou curiosidade pessoal, sintam-se à vontade em perguntar, enviar e-mail, comentar...!

É no balanço do busão...

Lindos os lugares, não é?!

A Índia é formada por lugares maravilhosos e que valem a pena ser conhecidos, o problema é chegar nesses lugares!
Aviões existem (Delhi, Mumbai e algumas cidades 'maiores), mas não caros e não há aeroportos em TODAS as cidades. Trens  e ônibus é o que nos resta. Ambos são baratos, porém apenas os trens possuem uma classe diferenciada onde só há  mulheres, o que os torna mais seguros. Porém, bilhetes precisam ser reservados com muita antecedência e por pessoas locais e como eu costumo viajar de última hora, nossa opção foi o ÔNIBUS INDIANO.

Bom, sozinha não iria. Estávamos em 3 professores (1 homem e 2 mulheres) e uma amiga erechinense - Cátia. Optamos por viagens noturnas, assim não perderíamos tempo e aproveitaríamos mais os lugares. 

Noção de distância indiana:
Ludhiana a Delhi:  327 km, ou seja, 8 horas
Udaipur a Jodhpur  270 km, ou seja, 12 horas
Jaipur a Udaipur   420 km, ou seja, 10 horas

Nos ônibus temos duas opções: Seater and Sleeper. Compramos a classe sleeper por indicação de um aluno indiano. Ao entrar no ônibus pensamos que essas classes fossem as respectivas ' convencional ' e 'leito' brasileiras. Só QUE NÃO! Como na India nada é o que parece - novamente.

Sleeper são camas, colocadas em cima dos bancos (seaters) com lençol e uma cortina para fechar e poder dormir. Delícia não?
NÃO! O ônibus balançava, freava, buzinava, e a cada movimento, um salto com direito a batida de cabeça no teto! A cada movimento um enjôo diferente. O lençol super sujo, homens caminhando pelo ônibus, passando pelas cortinas, música, pessoas entrando e saindo o tempo todo e claro - um calor terrível. (Amenizado pela janela que não fechava e permitia que nossas bagagens caissem a qualquer momento).