quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Natal na Terra do Papai Noel



Por muitos anos da minha vida sonhei em conhecer o Papai Noel, até me contarem que não existia. Sonhei em ver as renas sobrevoando a minha casa, mas me contaram que renas não voam e que jamais veria uma, afinal elas vivem no Polo Norte. Também desisti de sonhar com presentes incomuns, afinal eles são apenas produtos do consumismo, acessíveis a todos que tenham condições financeiras de comprá-los.
E esse ano eu decidi não dar atenção à realidade imposta pela sociedade e quebrando conceitos, fatos, ou até mesmo indo contra a teoria da minha mãe – teorias de mães são as mais eficazes do mundo e a margem de erro é quase nula, mesmo nunca ser comprovada cientificamente – de que o bom velhinho não existiria, eu o conheci! Tivemos um papo muito interessante, pedi presentes, contei sobre como havia me comportado bem todos esses anos e juro que não foi um sonho, foi real!
Meu destino: A Lapônia. A região filandesa, localizada acima do Círculo Polar Ártico, abrange território de quatro países: Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Meu destino: Rovaniemi – a capital e a terra do Papai Noel.
Localizada a 827 km da capital Helsinki (meu destino anterior), a melhor opção considerando custo-benefício foi ir de trem, classe econômica. 14 horas de viagem dentro do “Santa Claus Express” (Expresso Papai Noel), muitas paradas e uma paisagem de tirar o fôlego.
Quatro dias e três noites em Rovaniemi, uma busca incessante pela aurora boreal, sem sucesso. Conheci o Papai Noel, caí na neve, senti muito frio, mas muito menos frio do que felicidade por mais essa conquista; vivi experiências únicas, como passar 4 dias sem ver o sol e tentar adaptar meu corpo a uma realidade de uma hora diária de luz e 23 horas de escuridão. Vivi com pessoas locais – através do couchsurfing -, conheci mais estrangeiros que se tornaram amigos especiais e com quem compartilhei os mesmos sonhos e dificuldades. Nadei no rio congelado, engordei com comidas típicas e o mais importante: aprendi muito!
Percebi que quanto mais crescemos, mais limitamos nossos sonhos e fantasias. Que para ser aceito na sociedade devemos sonhar menos, ser mais realistas e até sorrir menos. E mais uma viagem me mudou. Aprendi que Papai Noel existe e as renas também, que o Polo Norte não é tão longe e que isso era um presente incomum que sempre sonhei em conquistar e eu consegui! É possível, é acessível e devemos sonhar.
Sonhe com toda a sua alma, seja humilde como uma criança na busca pelos seus sonhos mas maduro como um adulto para realizá-los.
(…) Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.” – Antoine de Saint-Exupéry









quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dúvido não se encantar...por Hong Kong!

Primeiro mundo: Cidade limpa, legislação que funciona, população educada, todos falam inglês, a economia bombando e você encontra toda tecnologia que pode imaginar a preços baixíssimos e confiáveis. 
E a melhor parte é que este lugar não é futuristíco, ele existe!Surpreendentemente ele não se localiza na Europa e sim na Ásia  e está a alguns quilômetros de distância da minha casa: Welcome to Hong Kong, um lugar onde é China, mas não é. Onde todos parecem chineses mas se sentirão desrespeitados se forem comparados a eles. Onde eu adoro ir e você também irá adorar.
Tecnologia é barata, mas se decidir viver lá prepare seu bolso e não seja uma pessoa com necessidade de espaço - tanto pessoal quanto material. 
Prédios, luzes, tecnologia, pessoas e mais pessoas e um pouco mais de pessoas...assim é Hong Kong. Para quem gosta de movimento, opções de lazer e não se importa em viver em apartamentos minúsculos a preços assustadores, amará viver em Hong Kong. Caso você seja espaçoso ou grande, como eu, sugiro uma visita lá, mas não viver para sempre.
Apesar de tudo isso, Hong Kong tem muitos parques, alguns templos, pontos turísticos, até mesmo um parque da Disney.

Venha e encante-se como eu me encanto toda vez que vou para Hong Kong!










sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Hong Kong e Macau

Hong Kong e Macau são parte da China mas não são....Como?

Hong Kong e Macau são duas ilhas consideradas regiões administrativas especiais, ou seja, geograficamente e politicamente fazem parte da China, mas possuem legislação interna própria, moeda local (Hong Kong Dollar e Pataca, respectivamente) e exigem apresentação de passaporte com limite de estadia sem visto até mesmo para chineses.
Nós, brasileiros, podemos visitar ambos e permanecer até 90 dias sem visto, apenas com apresentação do passaporte.
Eu tenho sorte de viver há 1h30 de viagem  de Hong Kong e 2h de Macau, já que vivo ao Sul da China - em ônibus.
Pode-se ir a Hong Kong e Macau de ônibus, carro, trem e avião (o que não é necessário pela proximidade). Para Macau às vezes é necessário pegar um ferry boat também (a nossa popular balsa).

Hong Kong foi colônia inglesa por muito tempo e Macau portuguesa. Por isso, mesmo estando na China, nos sentimos em outro país ao chegar nesses lugares, tanto pelo desenvolvimento surpreeendente dos lugares, como pela arquitetura e estilo de vida das pessoas.
Ao contrário da China, em Hong Kong todos os moradores falam Inglês e há muitos estrangeiros, principalmente a negócios. Em Macau ainda encontramos escritos em Português e arquitetura jesuítica, porém são poucos que falam a Língua Portuguesa.

Farei dois posts, com fotos e mais detalhes de cada lugar em específico!

A China é um mundo dentro do mundo....bora conhecê-la comigo!!

sábado, 20 de setembro de 2014

Boracay - I'ts more fun in the Phillippines!

Sabe aquele paraíso com águas transparentes, gente alegre e uma energia sensacional? Eu conheci!
Filipinas, um país cheio de ilhas paradisíacas, cidades caóticas e lugares badalados. Um povo simpático, prestativo e um custo de vida muito baixo. Tá ótimo, não acham?

Bom, 1 semana de férias. 6h de voo (2h até Manila – capital – espera no aeroporto e então Kalibo), mais 2h de van e 30 min de barco, simples assim! Bem-vindo a Boracay!
Novamente parti sozinha e ao chegar em Manila, aguardando meu voo para Boracay, já encontrei Mayke Moraes - um brasileiro sensacional, mochileiro, criador de uma página de viagens que já conhece 42 países e sonha em conhecer 100 – rumo a Boracay também!
Boracay é a parte mais turística e menos barata das Filipinas. Também é conhecida como a “Ibiza” da Ásia pelas festas enormes e super divertidas, mas isso em alta temporada – Outubro a Dezembro. Enquanto eu estive lá, foram poucas festas e uma praia com poucos turistas, em sua maioria, coreanos. Isso foi ótimo, pois os preços eram menores e a possibilidade de realizar passeios e atividades nas ilhas fica muito mais fácil.



A viagem foi resumida em 7 dias de aventuras, com direito a tufão, que é comum nessa época do ano (mas eu não sabia), tererê no cabelo, snorkeling com um mar sensacional, salto de trampolim de 15 metros, muitos amigos novos e muita diversão e romance!

Como diz o slogan: “It’s more fun in the Phillippines” e com certeza para lá eu voltarei!




terça-feira, 5 de agosto de 2014

Agora é a vez das passagens baratas!

Já temos estadia grátis, agora vamos comprar passagens aéreas baratas. Dicas quentinhas!

Não importa se você morre de medo de viajar de avião como eu (mesmo viajando muito, o meu medo nunca passou), você vai ter que superar esse medo, se dopar de remédio ou chorar a viagem toda, mas vai ter que encarar um avião! Se tiver que passar medo, que seja barato, nao acham?

Sabe aquelas dicas gerais, mas que fazem toda a diferença?!  Aí vão elas:

  • Viaje em baixa temporada - passagens caem até metade do preço em baixa temporada e a chance de encontrar horários melhores e voos com menos escalas aumentam.
  • Tenha datas flexíveis – caso você não tenha a opção de viajar em baixa temporada (e mesmo tendo), busque preços de passagens em várias datas, às vezes uma passagem apresenta valores muito diferentes com apenas um dia de antecedência. Pesquise e adapta-se a isso. FLEXIBILIDADE sempre!
  •  Pesquise muito – busque em sites de busca, sites das próprias companhias aéreas, agências de viagens (faça cotação em todas em sua cidade) e até agentes autônomos. Afinal, quem procura, acha!
  • Busque com antecedência – quanto antes você comprar, mais barato vai pagar. Porém, não se desespere, se você seguir a dica anterior, vai encontrar promoções e passagens de última hora baratas também. No meu caso, sempre compro de última hora por falta de planejamento e sempre consigo preços ótimos.
  •   Fique ligado em promoções – normalmente elas ocorrem em baixa temporada, mas isso não é uma regra. Acesse os sites de busca, cadastre-se em todos e fique ligado quando alguma chegar.
  •  Voe com companhias low-cost: Se estiver fazendo mochilada, viajando entre países próximos e quer gastar muito pouco, VOE com essas companhias, que são conhecidas já por apresentar preços baixíssimos. Elas conseguem isso por não incluírem refeições durante os voos e normalmente tem um limite menor de bagagem (que você pode acrescentar e pagar por peso extra caso necessite). Cuidado! Leia bem ao comprar as passagens, companhias low-cost asiáticas são ótimas e tudo está especificado com os valores. Porém, há companhias aéreas low-cost, como a Rayanair, por exemplo, que  cobram 60 euros caso seu bilhete aéreo não esteja impresso na hora do check in e 10 euros a cada kg excedido do limite imposto. Mesmo assim, super indico e isso com certeza vai reduzir muito o custo de sua viagem – esteja atento!


Alguns dos sites que utilizo para buscas de passagens aéreas:

  1. Sites que busca em outros sites: Esses sites buscam promoções em sites diversos e te redirecionam para os mesmos. Ótima opção por apresentar muitos resultados;
  2. Sites de busca normais: 
  3. Companhias aéreas low cost: 
  4. Meu agente de viagens que super indico na busca por passagens baratas

Preste atenção em sites como decolar.com e outros. Eles apresentam valores baixos, porém AS TAXAS NÃO ESTÃO INCLUSAS, ao finalizar a compra o valor inicial duplica e então você percebe que perdeu muito tempo para comprar uma passagem.

Viu como tá fácil e barato viajar?




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Estadia Grátis...partiu pro mundo!

Já tava barato ficar em hostel né?! E que tal ficar em um hostel sem pagar? 

É a idéia do site  Worldpackers . Simples, você se registra no site de forma fácil e segura e busca hostels pelo mundo para trabalhar.  Resumindo: Você trabalha como voluntário por um período curto de tempo e ganha estadia, além de praticar o idioma, estar em um ambiente muito descontraído e conhecer muita gente e talvez, até aprender habilidades novas.
Ainda não tentei essa modalidade, mas já me registrei e estou planejando isso para o próximo mochilão. Indicado principalmente para países onde os preços do hostels e o custo de vida são mais altos!

E a melhor parte sempre no final...

Que tal ficar grátis e sem precisar trabalhar? E quem sabe descolar refeições e passeios sem custo?!

Bora fazer um Couchsurfing , ou seja, curtir um sofá grátis pelo mundo!
Funciona assim: entre no site e cadastre-se - tem a opção de site pago e o grátis. A idéia do criador do site era oferecer sofás GRÁTIS ao redor do mundo para viajantes e aproveitar para conhecer culturas novas, através de um site sem custo nenhum, ou seja, pode utilizar a versão que não inclui custos tranquilo (uso essa também).
Segunda etapa é criar um perfil com alguns dados de personalidade e uma foto (de preferência) e colocar se você está buscando lugar para ficar ou quer oferecer a sua casa para alguém que vier, ou ambos.
A partir daí, você pode selecionar cidade, datas e entrar em contato com as pessoas disponíveis. Você pode enviar várias solicitações e as pessoas responderão se aceitam a sua presença ou não (já tive várias recusadas, acho que minha foto não tá muito legal hahaha) e também informam se disponibilizarão um sofá, uma cama ou até um quarto para sua estadia.
Além disso, formam-se grupos de couchsurfers pelas cidades e ocorrem encontros frequentes. Aqui em Dongguan - China, formamos um grupo e nos encontramos, nos ajudamos e compartilhamos experiências todos os finais de semana (rola baladinha também - claro).

Meio louco e não parece não seguro pra você? Fica atento nas dicas:

  • O perfil da pessoa está público. Lá estão os dados de quantas vezes ela já hospedou alguém, quais idiomas ela fala, onde mora, e principalmente: comentários de pessoas que já foram hospedadas/hospedaram essa pessoa;
  • Ao solicitar estadia, você envia um e-mail para a pessoa e a partir daí inicia um contato. Pergunte telefone de contato, endereço e faça todas as perguntas que julgar necessário para sentir-se seguro. 
  • Confie! A maioria das pessoas são viajantes também e entendem pelo que você está passando.
  • Entenda que cidades mais turisticas tem tendência a ter mais procura, então não se desespere caso haja demora para responder.
Minha experiência: Busquei couchsurfing em Pequim, tive várias pessoas que me aceitaram, porém me senti mais segura em casa de uma mulher que de homem e principalmente pelos comentários.
SENSACIONAL!!! Ela me buscou no aeroporto, me hospedou por 3 dias, numa cama na sala. Fiz duas refeições diárias em sua casa, me levou até as muralhas no final de semana, nos divertimos muito e principalmente: aprendi muito!

Então não esqueça: tudo depende do país e duração que você ficará. 
Eu fiz couchsurfing em Pequim (otimo ter um chinês com você na China - em Pequim principalmente)
Em minha ida pra Boracay ficarei em hostel pago - são baratos (U$9 a diária) e a melhor opção para 7 dias de praia.
Em minha futura ida ao Japão vai rolar couchsurfing ou o trabalho no hostel - o país possui altíssimo custo de vida e eu baixíssimo salário.

Vamos viajar gente....e sem gastar!

Próximo post...passagens baratas, como conseguir?

Couchsurfing em Pequim



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estadia Barata ao Redor do Mundo!

Conforme prometido, os próximos posts serão cheio de dicas quentinhas para quem quer viajar e gastar pouco, ou até melhor do que isso, gastar nada! Vamos dividir em 3 partes: Transporte, acomodação e atrações gratuitas - talvez até uma quarta parte com dicas extras.

E quem disse que dormir com conforto é caro? Concordo que viajar no Brasil, até mesmo ir para a praia no final do ano quebra o nosso bolso, principalmente com estadia. Mas eu garanto, tá mais barato ficar em Paris que em Itapema! Lá vão as dicas:

1) Fique em hostels: Hostels são mais baratos que hotéis, são totalmente planejados para receber turistas - principalmente mochileiros, jovens e aqueles que viajam sozinhos - e normalmente possuem descontos em atrações turisticas, pacotes de passeios, mapas e todas informações necessárias sobre seu destino. Além disso, dispõe de áreas em comum, para que você conheça mais pessoas, wi-fi e café da manhã grátis.
Não gosta de dividir quarto nem banheiro? Pega um quarto individual.
Mas dica quentinha: Divida o quarto! Conheça pessoas, faça amizades, aprenda uma língua nova!
Tem um lance de fazer a carteirinha de alberguista e conseguir desconto em muitos hostels (albergues) pelo mundo. Como paga-se anuidade, aconselho apenas a quem vai viajar por vários países em um ano.
Alguns sites para reservar hostels, que normalmente utilizo - pode confiar:


  • Fiquem de olho nas avaliações e comentários;
  •  Em cidades que não dispõem de sistema de metrô, busque por hostels com localização melhor, mesmo que isso signifique pagar um pouco mais, afinal compensa por não gastar em táxi;
  •  Dependendo a cidade e a duração de sua estadia, busque por quartos só para mulheres (Female only), caso se sentir mais insegura. 
  • Se resolver ficar mais que uma semana, reserve dois hostels diferentes  - se a cidade for grande - e dessa forma, conheça áreas diferentes e pessoas diferentes também.
  • Cuidado com seus pertences, mas não morra de preocupação. Coloque um cadeado na mala, alguns hostels fornecem safe-lockers (tipo cofres) para você guardar seus pertences de maior valor.
  •  Aproveite! Não se tranque no quarto, acorde cedo, conheça as áreas comuns, conheça pessoas, apaixone-se, ria e acima de tudo, aprenda muito!!!

Divirta-se  e conheça os hostels abaixo:



2) Caso for viajar a estudo ou permanecer um longo período você poderá optar por Residência familiar, residência estudantil ou aluguel do próprio apartamento. Todos tem suas vantagens e desvantagens, porém ainda aconselho a primeira ou segunda opção, afinal, se é pra ficar sozinho em casa, sem contato com o mundo, apenas para descanso, nem viaje! Segue abaixo vantagens e desvantagens:



  • Residência familiar: Você estará inserido 100% em uma nova cultura, se obrigará a praticar o idioma, terá comida e roupa lavadas, ou pelo menos, facilidades para isso. Conhecerá como uma família vive realmente, com rotinas e hábitos e terá toda segurança e experiência que uma família te traz. As únicas desvantagens são a menor liberdade, comparado à residência estudantil. Provavelmente você terá horários para chegar em casa e para as refeições. Note: algumas famílias são mais flexíveis e permitem que você faça suas refeições por conta própria. Além disso, algumas agências lhe dão a opção de estadia com ou sem alimentação nesse caso;
  • Residência estudantil: Quase um hostel, mas não com mochileiros e sim com estudantes, pessoas com o mesmo foco que você. Conhecerá pessoas de todos os lugares do mundo, praticará o idioma, terá liberdade de ir e vir, facilidades para comer  e lavar roupas (porém tudo dependerá de seu esforço - cuidado preguiçosos!). A desvantagem está em você provavelmente dar aquela escapa e acabar praticando mais Português que a língua que você está estudando.

Próximo post: Couchsurfing e hostel grátis!!!